Crenças limitantes: saiba o que são e como evitar
- CERA

- 18 de set. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de set. de 2024
“Nasci pobre e vou morrer pobre”, “odeio falar em público” e “eu não mereço” são exemplos bem corriqueiros de crenças limitantes. Certamente você conhece ou lida com pessoas que reverberam algumas dessas limitações, muito presentes no nosso dia a dia.
No entanto, elas passam a ser um problema mais relevante quando não identificadas e tratadas, pois podem resultar em distúrbios de autossabotagem, além de prejudicar nossa autoestima. A psicologia classifica esse fenômeno como um tipo de distorção da realidade. Basicamente, as pessoas deixam de realizar tarefas ou ações por não acreditarem em suas reais habilidades.

Foto: Getty images
Mas como elas surgem?
Bem, nós fazemos interpretações sobre tudo e a todos o tempo inteiro. O mundo a nossa volta é construído a partir dessas inferências. Portanto, as crenças limitantes podem ser herdadas ou adquiridas ao longo da vida. Segundo Valeria Aloe, empreendedora e autora do premiado “Uncolonized Latinas: Transforming Our Mindsets and Rising Together” (Latinas Descolonizadas: Transformando Nossa Mentalidade e Crescendo Juntas, em tradução livre), nossa ancestralidade influencia em decisões e padrões comportamentais.
Ela cita como exemplo sua própria história. Imigrante formada em uma Ivy League (grupo das 7 melhores universidades dos EUA), ela sempre ouviu da família coisas do tipo: “dinheiro vem com sacrifício. Você precisa se sacrificar em tudo para fazê-lo”. A autora explica que isso fez com que crescesse com uma percepção distorcida do trabalho, que, segundo ela, pode e deve ser conciliado com outras prioridades de vida (tempo com a família, hobbies, etc.).
Esse exemplo ilustra bem como a mente pode ser uma barreira em nosso desenvolvimento pessoal. Grandes potenciais ficam pelo caminho todos os dias justamente por esse motivo.
A chave de virada está em você
Não existe certo ou errado para se livrar de suas crenças limitantes. E saiba: essa resposta pode vir ou não com intervenção de profissionais da psicologia (psicoterapia). Até porque todas as pessoas têm algum tipo de crença limitante. O fundamental, no entanto, é responder com sinceridade à seguinte pergunta: o quanto você está realmente disposto a mudar?







Comentários